Tens Espírito Empreendedor?
Ideias novas, apostas calculadas e agir antes de te pedirem
Criar uma empresa não é a única forma de ser empreendedor. A investigação sobre orientação empreendedora, pensada primeiro para descrever empresas, foi depois adaptada às pessoas, e descreve três hábitos: procurar maneiras novas de fazer as coisas, estar disposto a apostar em resultados incertos e mexer-se antes de o futuro chegar. Podes ter qualquer combinação dos três, e a combinação diz mais sobre o tipo de projeto - ou de emprego - que te serve do que uma pontuação única alguma vez diria.
Antes de começares Não há respostas certas. Escolhe o que costuma ser verdade para ti, não o que soa melhor.
Responde sobre como te comportas de facto no trabalho, nos estudos ou nos teus projetos - não sobre o empreendedor que imaginas vir a ser um dia.
O que mede
As três dimensões da orientação empreendedora individual: inovação (procurar maneiras novas de fazer as coisas), assunção de risco (comprometer-te com projetos incertos) e proatividade (agir antes das necessidades futuras). Descreve a forma como encaras as oportunidades, seja a fundar algo ou dentro de uma organização. É diferente do teste do site sobre risco, que abrange todas as áreas da vida, e do teste de interesses profissionais, que trata do tipo de trabalho de que gostas.
Baseado em: Individual entrepreneurial orientation (Bolton & Lane, 2012)
Resultados possíveis
Inovação
Procurar maneiras novas e melhores de fazer as coisas.
Assunção de risco
Disposição para investir tempo, dinheiro ou reputação em resultados incertos.
Proatividade
Antecipar problemas e oportunidades em vez de esperar por eles.
Perguntas frequentes
É preciso gostar de arriscar para ser empreendedor?
Menos do que se pensa. A investigação trata a assunção de risco como uma de três dimensões separadas, e muitos fundadores pontuam de forma modesta nela sendo muito inovadores ou proativos. O que conta na prática é gerir o risco - testar em pequeno, limitar perdas, ter um plano B - e não gostar dele.
O espírito empreendedor é útil num emprego normal?
Sim. O conceito foi primeiro desenvolvido para descrever organizações, não fundadores, e os mesmos três hábitos - melhorar a forma como as coisas se fazem, apoiar projetos incertos, antecipar necessidades - são valorizados em trabalhadores por conta de outrem. Num cargo muito preso a regras, porém, uma pontuação alta pode sentir-se como atrito constante.
A orientação empreendedora pode desenvolver-se?
Em parte. Bolton e Lane apresentaram a escala como ferramenta para o ensino do empreendedorismo e para decisões de formação, o que pressupõe que estas orientações podem mudar com a experiência. A proatividade e o risco calculado, em particular, são hábitos que se treinam em projetos pequenos onde falhar sai barato.
Fontes
- Langkamp Bolton, D., & Lane, M. D. (2012). Individual entrepreneurial orientation: Development of a measurement instrument. Education + Training. doi:10.1108/00400911211210314
- Lumpkin, G. T., & Dess, G. G. (1996). Clarifying the entrepreneurial orientation construct and linking it to performance. Academy of Management Review. doi:10.2307/258632
- Rauch, A., Wiklund, J., Lumpkin, G. T., & Frese, M. (2009). Entrepreneurial orientation and business performance: An assessment of past research and suggestions for the future. Entrepreneurship Theory and Practice. doi:10.1111/j.1540-6520.2009.00308.x
Uma nota honesta As afirmações são redigidas pelo Quinthea, adaptadas da escala de orientação empreendedora individual de Bolton e Lane, por isso as tuas pontuações não são comparáveis às normas publicadas. A escala foi desenvolvida com universitários norte-americanos, e a maioria dos dados que ligam esta orientação ao sucesso vem de estudos com empresas, onde o efeito é real mas moderado. Uma pontuação alta não quer dizer que devas criar um negócio, nem uma baixa que não consigas: dinheiro, momento, competências e sorte contam o mesmo.