💡 Ciência

Tens Espírito Empreendedor?

Ideias novas, apostas calculadas e agir antes de te pedirem

5 min 15 perguntas

Criar uma empresa não é a única forma de ser empreendedor. A investigação sobre orientação empreendedora, pensada primeiro para descrever empresas, foi depois adaptada às pessoas, e descreve três hábitos: procurar maneiras novas de fazer as coisas, estar disposto a apostar em resultados incertos e mexer-se antes de o futuro chegar. Podes ter qualquer combinação dos três, e a combinação diz mais sobre o tipo de projeto - ou de emprego - que te serve do que uma pontuação única alguma vez diria.

Antes de começares Não há respostas certas. Escolhe o que costuma ser verdade para ti, não o que soa melhor.

Responde sobre como te comportas de facto no trabalho, nos estudos ou nos teus projetos - não sobre o empreendedor que imaginas vir a ser um dia.

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O que mede

As três dimensões da orientação empreendedora individual: inovação (procurar maneiras novas de fazer as coisas), assunção de risco (comprometer-te com projetos incertos) e proatividade (agir antes das necessidades futuras). Descreve a forma como encaras as oportunidades, seja a fundar algo ou dentro de uma organização. É diferente do teste do site sobre risco, que abrange todas as áreas da vida, e do teste de interesses profissionais, que trata do tipo de trabalho de que gostas.

Baseado em: Individual entrepreneurial orientation (Bolton & Lane, 2012)

Resultados possíveis

Inovação

Procurar maneiras novas e melhores de fazer as coisas.

Assunção de risco

Disposição para investir tempo, dinheiro ou reputação em resultados incertos.

Proatividade

Antecipar problemas e oportunidades em vez de esperar por eles.

Perguntas frequentes

É preciso gostar de arriscar para ser empreendedor?

Menos do que se pensa. A investigação trata a assunção de risco como uma de três dimensões separadas, e muitos fundadores pontuam de forma modesta nela sendo muito inovadores ou proativos. O que conta na prática é gerir o risco - testar em pequeno, limitar perdas, ter um plano B - e não gostar dele.

O espírito empreendedor é útil num emprego normal?

Sim. O conceito foi primeiro desenvolvido para descrever organizações, não fundadores, e os mesmos três hábitos - melhorar a forma como as coisas se fazem, apoiar projetos incertos, antecipar necessidades - são valorizados em trabalhadores por conta de outrem. Num cargo muito preso a regras, porém, uma pontuação alta pode sentir-se como atrito constante.

A orientação empreendedora pode desenvolver-se?

Em parte. Bolton e Lane apresentaram a escala como ferramenta para o ensino do empreendedorismo e para decisões de formação, o que pressupõe que estas orientações podem mudar com a experiência. A proatividade e o risco calculado, em particular, são hábitos que se treinam em projetos pequenos onde falhar sai barato.

Fontes

  • Langkamp Bolton, D., & Lane, M. D. (2012). Individual entrepreneurial orientation: Development of a measurement instrument. Education + Training. doi:10.1108/00400911211210314
  • Lumpkin, G. T., & Dess, G. G. (1996). Clarifying the entrepreneurial orientation construct and linking it to performance. Academy of Management Review. doi:10.2307/258632
  • Rauch, A., Wiklund, J., Lumpkin, G. T., & Frese, M. (2009). Entrepreneurial orientation and business performance: An assessment of past research and suggestions for the future. Entrepreneurship Theory and Practice. doi:10.1111/j.1540-6520.2009.00308.x

Uma nota honesta As afirmações são redigidas pelo Quinthea, adaptadas da escala de orientação empreendedora individual de Bolton e Lane, por isso as tuas pontuações não são comparáveis às normas publicadas. A escala foi desenvolvida com universitários norte-americanos, e a maioria dos dados que ligam esta orientação ao sucesso vem de estudos com empresas, onde o efeito é real mas moderado. Uma pontuação alta não quer dizer que devas criar um negócio, nem uma baixa que não consigas: dinheiro, momento, competências e sorte contam o mesmo.