📅 Ciência

Como Geres o Teu Tempo?

Prioridades, listas, arrumação e a sensação de que o teu dia é teu

5 min 16 perguntas

A gestão do tempo costuma ser vendida como um conjunto de truques - listas, aplicações, calendários às cores. Quando os psicólogos a mediram a sério pela primeira vez, encontraram quatro coisas diferentes debaixo do rótulo, e a que mais contava nem sequer era uma técnica. Era as pessoas sentirem que controlavam o seu tempo. Este teste pontua as quatro, para veres se precisas de um sistema melhor ou simplesmente de outra relação com o teu dia.

Antes de começares Não há respostas certas. Escolhe o que costuma ser verdade para ti, não o que soa melhor.

Responde sobre um mês normal de trabalho ou de estudo, não sobre a semana em que finalmente te organizaste.

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O que mede

As quatro partes da Time Management Behavior Scale de Macan: definir objetivos e prioridades, a mecânica do planeamento (listas, horários), a preferência pela organização, e o controlo que sentes ter sobre o teu tempo. Não é o mesmo que o nosso teste de procrastinação, que olha para o adiar de coisas que tencionavas fazer; aqui a questão é como planeias e até que ponto sentes que mandas no teu tempo.

Baseado em: Time Management Behavior Scale (Macan, Shahani, Dipboye & Phillips, 1990; Macan, 1994)

Resultados possíveis

Objetivos e prioridades

Se decides o que mais importa antes de decidires o que fazer.

Ferramentas de planeamento

Quanto usas listas, horários e prazos divididos em etapas.

Gosto pela organização

Quanto gostas que o teu espaço, os teus ficheiros e os teus dias estejam arrumados.

Controlo do teu tempo

Até que ponto sentes que és tu, e não os acontecimentos, quem decide como gastas o tempo.

Perguntas frequentes

Gerir bem o tempo é só o contrário de procrastinar?

Não. Procrastinar é adiar uma coisa que tencionavas fazer, muitas vezes para fugir a uma sensação desagradável. A gestão do tempo é a forma como planeias, dás prioridades e organizas o teu tempo. Muitos procrastinadores crónicos têm listas lindíssimas, e muita gente sem sistema nenhum nunca procrastina. As duas coisas estão relacionadas, e é por isso que tratamos a procrastinação num teste à parte.

A gestão do tempo funciona mesmo?

Moderadamente, segundo o melhor resumo feito até agora. Uma meta-análise de 2021 concluiu que a gestão do tempo está moderadamente relacionada com o desempenho no trabalho, os resultados académicos e o bem-estar, e negativamente com o mal-estar psicológico. Concluiu também que a ligação ao desempenho no trabalho ficou mais forte desde o início dos anos 90, talvez porque o trabalho moderno deixa mais planeamento a cargo de cada pessoa.

Qual é o hábito de gestão do tempo que mais conta?

No estudo original de Macan, não foi uma técnica mas a sensação de controlares o teu tempo - previa a satisfação e o desempenho avaliado pelo próprio melhor do que fazer listas ou ser arrumado. Por isso a pergunta útil é que hábito te dá essa sensação. Para uns é uma prioridade diária, para outros um bloco no calendário, para outros simplesmente dizer que não mais vezes.

Fontes

  • Macan, T. H., Shahani, C., Dipboye, R. L., & Phillips, A. P. (1990). College students' time management: Correlations with academic performance and stress. Journal of Educational Psychology. doi:10.1037/0022-0663.82.4.760
  • Macan, T. H. (1994). Time management: Test of a process model. Journal of Applied Psychology. doi:10.1037/0021-9010.79.3.381
  • Aeon, B., Faber, A., & Panaccio, A. (2021). Does time management work? A meta-analysis. PLOS ONE. doi:10.1371/journal.pone.0245066

Uma nota honesta As afirmações são redação própria do Quinthea, adaptadas da Time Management Behavior Scale de Macan, por isso as pontuações não são comparáveis às normas publicadas. A escala foi desenvolvida com estudantes e trabalhadores americanos, e estudos posteriores nem sempre reproduziram os seus quatro fatores de forma limpa. Uma meta-análise de 2021 encontrou uma ligação moderada entre gestão do tempo, desempenho e bem-estar, mas a maior parte dessa evidência é correlacional: não prova que planear cause os benefícios.