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Qual É a Tua Âncora de Carreira?

Aquilo de que não abririas mão, nem por um emprego mais bem pago

7 min 20 perguntas

Edgar Schein acompanhou pessoas ao longo da vida profissional e reparou que cada uma tinha algo a que voltava sempre que uma decisão de carreira ficava séria - dominar um ofício, dirigir, liberdade, segurança, ou um trabalho que se encaixa na vida. Chamou-lhe âncora de carreira: não o que gostas de fazer, mas aquilo que te recusas a trocar. Este teste pontua cinco das âncoras para veres quais puxam com mais força e quais quase não contam.

Antes de começares Não há respostas certas. Escolhe o que costuma ser verdade para ti, não o que soa melhor.

Imagina escolhas reais - duas propostas de emprego, uma promoção com condições, uma mudança de cidade - e responde com o que farias de facto, não com o que soa ambicioso.

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O que mede

Cinco das oito âncoras de carreira de Schein: competência técnica ou funcional, gestão geral, autonomia, segurança e estilo de vida. Não é o mesmo que interesses profissionais, que perguntam de que tipo de trabalho gostas, nem valores pessoais, que cobrem a vida toda: as âncoras dizem respeito àquilo de que não abres mão dentro de uma carreira.

Baseado em: Career anchors (Schein, 1990; Danziger & Valency, 2006)

Resultados possíveis

Domínio técnico

Tornar-te mesmo bom numa área ou ofício concreto.

Gestão

Ser responsável por resultados ao juntar pessoas e áreas.

Autonomia

Decidires tu como, quando e onde fazes o teu trabalho.

Segurança

Um emprego estável, um rendimento previsível e um futuro que se pode planear.

Estilo de vida

Uma carreira que se encaixa na tua família e na tua vida pessoal.

Perguntas frequentes

Quais são as oito âncoras de carreira?

As oito de Schein são competência técnica ou funcional, competência de gestão geral, autonomia e independência, segurança e estabilidade, criatividade empreendedora, serviço ou dedicação a uma causa, desafio puro, e estilo de vida. Este teste cobre cinco. As três que ficaram de fora sobrepõem-se a outros testes do Quinthea - a criatividade empreendedora e o desafio à competitividade e ao gosto pelo risco, o serviço aos valores pessoais.

Em que diferem as âncoras de carreira dos interesses profissionais?

Os modelos de interesses perguntam de que tipo de atividade gostas - construir, ajudar, analisar, organizar. As âncoras perguntam de que condições te recusas a abdicar, seja qual for a atividade. Dois engenheiros com interesses idênticos podem ter âncoras opostas: um quer ser o maior especialista, o outro quer liberdade para trabalhar como consultor. O teste de interesses profissionais do Quinthea cobre a primeira pergunta; este cobre a segunda.

A âncora de carreira pode mudar?

Schein achava que as âncoras eram bastante estáveis depois de formadas, mas que só se formam depois de vários anos de experiência real de trabalho. A investigação posterior é menos segura, e os acontecimentos da vida mexem claramente com algumas âncoras - a segurança e o estilo de vida sobem com as responsabilidades familiares. Trata o teu resultado como um retrato do que importa agora, e compara-o com o que escolheste de facto no passado.

Fontes

  • Schein, E. H. (1990). Career Anchors: Discovering Your Real Values. University Associates.
  • Danziger, N., & Valency, R. (2006). Career anchors: Distribution and impact on job satisfaction, the Israeli case. Career Development International. doi:10.1108/13620430610672513
  • Danziger, N., Rachman-Moore, D., & Valency, R. (2008). The construct validity of Schein's career anchors orientation inventory. Career Development International. doi:10.1108/13620430810849506
  • Barclay, W. B., Chapman, J. R., & Brown, B. L. (2013). Underlying factor structure of Schein's career anchor model. Journal of Career Assessment. doi:10.1177/1069072712475179

Uma nota honesta As afirmações são redação própria do Quinthea, adaptada do Career Orientations Inventory de Schein, por isso as pontuações não são comparáveis às normas. Só estão aqui cinco das oito âncoras. A evidência é mista: um grande estudo concluiu que o empreendedorismo e a criatividade funcionavam melhor como âncoras separadas, e outro que as ligações propostas entre âncoras se ajustavam fracamente aos dados. Schein defendia ainda que as âncoras surgem após anos de trabalho, por isso os resultados em início de carreira são provisórios.