🗣️ Ciência

Quanto Gostas de Falar dos Outros?

Aquilo de que falas quando a pessoa não está na sala

5 min 16 perguntas

Quase toda a gente fala dos outros - os investigadores que gravaram conversas comuns descobriram que a maior parte do tempo vai para outras pessoas. O que muda é o género: há quem repare em quem está diferente, quem siga quem está a subir na vida, quem acompanhe cada reviravolta amorosa dos amigos, e quem prefira pessoas à distância. Este teste mostra que temas te puxam.

Antes de começares Não há respostas certas. Escolhe o que costuma ser verdade para ti, não o que soa melhor.

Responde a pensar nas tuas conversas normais com amigos, família e colegas - não naquilo de que achas que devias falar.

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O que mede

Quatro tipos de conversa sobre pessoas ausentes, segundo as áreas de conteúdo encontradas no Tendency to Gossip Questionnaire: aparência, conquistas, novidades sociais e pessoas à distância. Na investigação, falar dos outros é qualquer conversa sobre alguém que não está presente, simpática ou não - por isso isto é sobre os teus interesses, não sobre a tua moral. É diferente da comparação social, que é o que sentes em relação aos outros e não o que dizes.

Baseado em: Tendency to Gossip Questionnaire (Nevo, Nevo & Derech-Zehavi, 1993) and the social functions of gossip (Dunbar, 2004)

Resultados possíveis

Aparência

Conversa sobre como as pessoas estão, se vestem e mudam.

Conquistas

Conversa sobre quem está a subir, a ganhar, a passar ou a chumbar.

Novidades sociais

Conversa sobre relações, zangas e vidas privadas.

À distância

Interesse por pessoas que não conheces e pelas razões de cada um agir como age.

Perguntas frequentes

Falar dos outros é sempre negativo?

Não. Os investigadores definem-no como conversa sobre pessoas que não estão presentes, e uma grande parte é neutra ou positiva - a notícia de um nascimento, um elogio a um colega, preocupação com um amigo. As revisões da área descrevem várias funções ao mesmo tempo: passar informação, entreter, aproximar quem está a conversar e empurrar os outros a portarem-se bem.

Porque é que os humanos falam tanto dos outros?

Uma resposta influente vem da psicologia evolutiva: em grupos grandes, falar de quem está ausente permite acompanhar relações que não conseguimos observar diretamente e expor quem se aproveita dos outros. Nesta perspetiva, a coscuvilhice tem para os humanos um papel parecido com a catação entre outros primatas. É uma explicação plausível, embora difícil de testar diretamente.

Como é que falo menos dos outros sem ficar isolado?

Muda o conteúdo em vez de saíres da conversa. Falar de pessoas ausentes de uma forma que não te importarias que elas ouvissem - as novidades delas, um bom trabalho, uma preocupação sincera - mantém a função de ligação sem o risco. Uma regra útil é não passar adiante nada que te tenham contado em confiança nem nada sobre o corpo de alguém.

Fontes

  • Nevo, O., Nevo, B., & Derech-Zehavi, A. (1993). The development of the Tendency to Gossip Questionnaire: Construct and concurrent validation for a sample of Israeli college students. Educational and Psychological Measurement. doi:10.1177/0013164493053004010
  • Dunbar, R. I. M. (2004). Gossip in evolutionary perspective. Review of General Psychology. doi:10.1037/1089-2680.8.2.100
  • Foster, E. K. (2004). Research on gossip: Taxonomy, methods, and future directions. Review of General Psychology. doi:10.1037/1089-2680.8.2.78

Uma nota honesta As perguntas são redação própria do Quinthea, adaptada do Tendency to Gossip Questionnaire, por isso as pontuações não são comparáveis às normas publicadas. O original foi desenvolvido com uma amostra pequena de estudantes israelitas, e os autores apresentaram as quatro áreas de conteúdo como subescalas possíveis, não firmemente estabelecidas. Os hábitos de conversa dependem também muito da cultura, do local de trabalho e da idade. Uma pontuação alta diz de que falas, não se és maldoso.