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A Tua Inveja Puxa-te para Cima ou Puxa os Outros para Baixo?

A emoção que ninguém admite, e os dois caminhos que pode tomar

5 min 15 perguntas

A inveja é a emoção que quase ninguém assume, e a investigação feita nos Países Baixos e na Alemanha sugere que vem em duas formas que levam a sítios opostos. Uma faz-te estudar a pessoa que vai à tua frente e subir a fasquia. A outra faz-te querer que ela desça um degrau. Quase toda a gente tem um pouco das duas, e saber qual costuma ganhar em ti é bem mais útil do que fingir que não sentes nenhuma.

Antes de começares Não há respostas certas. Escolhe o que costuma ser verdade para ti, não o que soa melhor.

Pensa nas pessoas à tua volta - colegas, amigos, irmãos - e responde sobre como costumas reagir quando uma delas fica à tua frente, não sobre como gostarias de reagir.

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O que mede

As duas formas de inveja disposicional da Benign and Malicious Envy Scale - a inveja benigna, que te puxa para cima, e a inveja maliciosa, que quer o outro puxado para baixo - e ainda a dor da própria inveja, que trabalhos posteriores dos mesmos autores tratam como o núcleo comum das duas. Inveja não é ciúme: o ciúme é o medo de perder alguém para um rival, a inveja é querer o que outra pessoa tem. Também não é comparação social, que mede quantas vezes te comparas; este teste mede o que acontece depois de te comparares.

Baseado em: Benign and Malicious Envy Scale (Lange & Crusius, 2015)

Resultados possíveis

Inveja benigna

Se a vantagem de outra pessoa te faz trabalhar para fechar a distância.

Inveja maliciosa

Se a vantagem de outra pessoa te faz querer que ela a perca.

Dor da inveja

Quanto doem as vantagens dos outros, e durante quanto tempo.

Perguntas frequentes

Inveja é o mesmo que ciúme?

Não. A inveja envolve duas pessoas: queres algo que outra pessoa tem, como um emprego, um talento ou um estilo de vida. O ciúme envolve três: tens medo de perder uma relação para um rival. No dia a dia as palavras misturam-se, e foi precisamente por isso que os investigadores tiveram de as separar com cuidado antes de medirem qualquer uma delas.

A inveja benigna é só admiração?

Não. A admiração é agradável e não implica querer aquilo para ti. A inveja benigna é desconfortável - contém a frustração de estar atrás - e é esse desconforto que empurra as pessoas a agir. Podes admirar e invejar a mesma pessoa, mas só a inveja traz a ferroada.

A inveja maliciosa pode transformar-se na benigna?

Muitas vezes, sim. Os estudos apontam duas alavancas: se a vantagem do outro parece merecida, e se acreditas que consegues melhorar a tua própria posição. Quando as duas se verificam, a inveja tende a tornar-se benigna. Na prática, descobrir como é que a pessoa conquistou o que tem, e escolher um passo concreto nessa direção, muda mais o equilíbrio do que tentar não sentir inveja nenhuma.

Fontes

  • Lange, J., & Crusius, J. (2015). Dispositional envy revisited: Unraveling the motivational dynamics of benign and malicious envy. Personality and Social Psychology Bulletin. doi:10.1177/0146167214564959
  • van de Ven, N., Zeelenberg, M., & Pieters, R. (2009). Leveling up and down: The experiences of benign and malicious envy. Emotion. doi:10.1037/a0015669
  • Lange, J., Weidman, A. C., & Crusius, J. (2018). The painful duality of envy: Evidence for an integrative theory and a meta-analysis on the relation of envy and schadenfreude. Journal of Personality and Social Psychology. doi:10.1037/pspi0000118

Uma nota honesta As afirmações são redação própria do Quinthea, adaptadas da Benign and Malicious Envy Scale, por isso as tuas pontuações não são comparáveis com as normas publicadas. Só as duas primeiras barras correspondem a essa escala; a terceira, a dor da inveja, é um construto relacionado do mesmo grupo de investigação, não um fator validado dela. A maior parte das provas vem de amostras neerlandesas, alemãs e norte-americanas, e as pessoas relatam a inveja com mais ou menos franqueza consoante o quanto o sentimento é aceite onde vivem.