🕵️ Ciência

Tens uma Mentalidade Conspirativa?

Não o que pensas de um acontecimento em particular, mas a lente com que olhas

5 min 16 perguntas

Os investigadores repararam há décadas numa coisa estranha: quem acredita numa teoria da conspiração tende a acreditar noutras, mesmo em teorias que se contradizem entre si. Isso sugeria que estas crenças tinham menos a ver com as provas de uma história concreta e mais com uma forma geral de ler o mundo - em que os grandes acontecimentos raramente são o que parecem e há quase sempre alguém fora de vista a puxar os cordelinhos. Este teste mede essa lente geral, e três das necessidades que a investigação sugere que a alimentam.

Antes de começares Não há respostas certas. Escolhe o que costuma ser verdade para ti, não o que soa melhor.

Nenhuma afirmação aqui é sobre um acontecimento, grupo ou pessoa reais. Responde sobre a tua ideia geral de como o mundo funciona.

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O que mede

Mentalidade conspirativa: uma prontidão geral para explicar acontecimentos através de planos secretos de gente poderosa, medida sem referência a nenhuma teoria concreta. Ao lado dela ficam três motivos relacionados, vindos da investigação - necessidade de explicações completas, sensação de impotência, e necessidade de ver o que os outros não veem. É diferente da desconfiança geral nas pessoas, que o teste de confiança do site cobre: aqui trata-se de como explicas os acontecimentos públicos, não de confiares ou não nas pessoas próximas.

Baseado em: Conspiracy Mentality Questionnaire (Bruder, Haffke, Neave, Nouripanah & Imhoff, 2013)

Resultados possíveis

Mentalidade conspirativa

Com que facilidade explicas os acontecimentos como obra de grupos poderosos e escondidos.

Necessidade de explicação completa

Quanto te incomodam as pontas soltas e o puro acaso.

Sensação de impotência

Até que ponto sentes que o que te acontece é decidido noutro lado.

Necessidade de ver o que os outros não veem

Quanto valorizas ter opiniões e conhecimentos que te distinguem.

Perguntas frequentes

Ser cético é o mesmo que ter pensamento conspirativo?

Não, embora possam parecer iguais vistos de fora. O ceticismo pede provas e muda de ideias quando elas chegam. A mentalidade conspirativa parte do princípio de que a história oficial é falsa e tende a tratar a falta de provas como prova de encobrimento. A diferença está menos naquilo de que duvidas do que naquilo que te convenceria.

Porque é que as pessoas acreditam em teorias da conspiração?

Uma revisão muito citada agrupa as razões em três necessidades: perceber o que está a acontecer, sentir-se seguro e no controlo, e sentir-se bem consigo e com o seu grupo. As explicações conspirativas parecem prometer as três. A mesma revisão nota que muitas vezes não cumprem, e podem deixar as pessoas a sentir-se mais impotentes e não menos.

Mas algumas conspirações não são reais?

Sim - cartéis de preços, encobrimentos e acordos secretos estão bem documentados. É exatamente por isso que os investigadores medem uma mentalidade geral e não a crença numa afirmação concreta. A questão não é se as conspirações alguma vez acontecem, mas se recorres a uma como explicação por defeito, antes de olhar para as provas.

Fontes

  • Bruder, M., Haffke, P., Neave, N., Nouripanah, N., & Imhoff, R. (2013). Measuring individual differences in generic beliefs in conspiracy theories across cultures: Conspiracy Mentality Questionnaire. Frontiers in Psychology. doi:10.3389/fpsyg.2013.00225
  • Douglas, K. M., Sutton, R. M., & Cichocka, A. (2017). The psychology of conspiracy theories. Current Directions in Psychological Science. doi:10.1177/0963721417718261
  • Imhoff, R., & Lamberty, P. K. (2017). Too special to be duped: Need for uniqueness motivates conspiracy beliefs. European Journal of Social Psychology. doi:10.1002/ejsp.2265

Uma nota honesta As afirmações são redação própria do Quinthea, adaptadas do Conspiracy Mentality Questionnaire, por isso as pontuações não são comparáveis com as suas normas publicadas. Esse questionário dá uma única pontuação: só a primeira barra lhe corresponde. As outras três são motivos relacionados, tirados da investigação, e não fatores validados da escala. As pontuações mudam também com o contexto - a confiança nas instituições varia muito entre países, e nalguns sítios a desconfiança é simplesmente fundada.